Ronda pelos partidos termina com solução contra-corrente do PS. E agora, senhor Presidente?
JOSÉ SENA GOULÃO/Lusa

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Ronda pelos partidos termina com solução contra-corrente do PS. E agora, senhor Presidente?

Está concluída a ronda de audiências em Belém aos oito partidos com assento parlamentar. O último a ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa foi o PS, que manifestou ao Presidente a intenção de nomear um novo primeiro-ministro para manter a estabilidade política. Vontade que vai contra a maioria dos partidos, que pediram esta quarta-feira eleições antecipadas. Reveja os principais momentos dentro e fora do Palácio de Belém.

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Terminada a ronda de audiências em Belém, termina também a emissão especial da SIC Notícias.

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O esquema de amigos e ministros que deixou o país em banho-maria

Até esta semana, os nomes de Afonso Salema, Vítor Escária, Diogo Lacerda Machado, Rui Oliveira Neves e Nuno Mascarenhas eram pouco ou mesmo nada conhecidos. Uma realidade que mudou em poucas horas. São eles, os cinco detidos no âmbito do processo que investiga os negócios do hidrogénio e do lítio e que deitou abaixo o Governo de António Costa. Mas o que está em causa e quem é suspeito e de quê. Perceba a teia de ligações.

Solução "preferencial" para o PS é indicar novo primeiro-ministro

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O presidente do PS manifestou esta quarta-feira ao Presidente da República a intenção do partido de nomear um novo primeiro-ministro. Carlos César explicou, à saída de Belém, que esta é a “solução preferencial” para garantir estabilidade política para o futuro.

“O PS continua a ser um partido que preza os valores associados à nossa Democracia e à estabilidade e respeito pelos mandatos que os Governos têm e que resultam da vontade popular”, afirmou à saída da reunião com o Presidente da República.

Por essa razão, o partido indicou a Marcelo Rebelo de Sousa que a solução “preferencial” é que não exista uma interrupção governativa.

“O PS assegura a confiança e apoio necessários e dispõe de uma maioria de deputados. (...) É bom que não exista uma interrupção governativa (...). Uma situação de antecipação do ato eleitoral não garante uma solução de estabilidade política para o futuro. A opção preferencial é a nomeação de um Governo com um novo primeiro-ministro”, defendeu Carlos César.

O presidente do Partido Socialista disse ainda ter esclarecido o Presidente da República quanto aos timings e procedimentos internos para a substituição do secretário-geral [António Costa].

Revelou ainda que não apresentou qualquer nome a Marcelo, mas garante que possíveis solução serão pessoas “respeitadas, com experiência governativa e com reconhecimento e até experiência internacional”.

Parlamento reúne conferência de líderes na sexta-feira

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Lusa

A conferência de líderes vai reunir-se na sexta-feira sobre "eventuais consequências para os trabalhos parlamentares decorrentes da decisão do Presidente da República", na sequência da demissão do primeiro-ministro, disse fonte oficial do Parlamento.

De acordo com o gabinete do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, a reunião vai acontecer na sexta-feira de manhã e tem como objetivo avaliar o impacto que a crise política aberta na terça-feira poderá vir a ter nos trabalhos parlamentares.

Esta reunião acontecerá no dia seguinte à comunicação ao país que o Presidente da República já anunciou que fará na quinta-feira, depois de ouvir o Conselho de Estado que convocou para uma eventual dissolução do parlamento.

José Luís Carneiro, o nome mais provável

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SIC Notícias

O jornal Público e o semanário Expresso avançam que o ministro da Administração Interna está a ser “assediado” para avançar com uma candidatura à liderança do PS contra Pedro Nuno Santos.

Ao que o Expresso apurou, José Luís Carneiro está a refletir sobre essa possibilidade.

Outro nome que foi falado - Francisco Assis - já excluiu essa hipótese mas, saliente-se, esta quarta-feira almoçou com… Pedro Nuno Santos.

Assis quer PS sem medo de eleições e unido por nova liderança agregadora

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Lusa

O ex-dirigente socialista Francisco Assis defende que os mais altos responsáveis do PS devem entender-se em torno de uma nova liderança "agregadora", de unidade e "sem medo" de enfrentar eleições legislativas antecipadas.

O atual presidente do Conselho Económico e Social (CES) tem sido apontado por membros da chamada "ala moderada" dos socialistas como um dos possíveis candidatos à sucessão de António Costa no cargo de secretário-geral do PS, a par do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

"Nas presentes circunstâncias políticas pede-se aos mais altos responsáveis do PS que tudo façam para que haja um entendimento em torno de uma candidatura à liderança do partido. O PS não deve ter medo de enfrentar eleições antecipadas e deve unir-se em torno de uma nova liderança agregadora e combativa", sustentou Francisco Assis.

PSD quer "unir o país"

Maria Madalena Freire

Maria Madalena Freire

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MIGUEL A. LOPES/LUSA

Luís Montenegro falou com o Presidente da República sobre a situação “grave” que o país enfrenta.

“Acrescentamos a tudo o resto uma crise política e a nossa posição é preciso cortar o mal pela raiz, iniciar um ciclo novo, ouvir o povo português e dar a um futuro Governo a autoridade política - que só é conferido através do voto - para poder intervir de forma estrutural e estratégica nos grandes desígnios de Portugal”, inicia Luís Montenegro.

PSD defende eleições legislativas antecipadas para “um Governo com capacidade reformadora e capacidade de diálogo com o país”.

“O nosso propósito é unir o país para resolver elementos importantes da vida quotidiana dos portugueses”, refere Montenegro, acompanhado de Paulo Rangel e Margarida Balseiro Lopes.

Para Montenegro o ciclo político que terminada é marcado por uma palavra: empobrecimento.

Em relação à data das eleições antecipadas, Montenegro diz que o desejável é que se resolva a crise política “o mais rápido possível”.

“Não podemos deixar de lado o nosso respeito democrático para com os outros partidos políticos, neste caso do Partido Socialista e o calendário eleitoral tem de oferecer essa oportunidade”; acrescenta o líder social-democrata.

A respeito do Orçamento do Estado, Luís Montenegro diz que o país tem de ter “o mínimo impacto negativo com a situação criada com a demissão e do Governo ter ruído por dentro e, para isso, ter ou não ter orçamento pode ser relevante” e, para isso, apela ao Governo para esclarecer as vantagens e desvantagens de ter Orçamento no dia 1.

“Se estiver em causa a execução de investimentos públicos no PRR, a atualização salarial na administração pública, a atualização das pensões, a redução de alguma carga fiscal, se isso for possível - embora este orçamento não o faça - se nesse contexto, ainda que não seja o nosso orçamento - será melhor ter do que não ter PSD não criará obstáculo nisso”, conclui.