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"MAI tinha condições para resolver problemas dos polícias se fosse a sua linha política"

O sindicato mais representativo da PSP deixa várias críticas ao Ministério da Administração Interna (MAI), tutelado por José Luís Carneiro, que pondera avançar agora com uma candidatura à liderança do PS no desenrolar de mais uma crise política.

"MAI tinha condições para resolver problemas dos polícias se fosse a sua linha política"
Horacio Villalobos

A crise política levantou uma onda de incerteza entre os setores que travam ‘batalhas’ com o Governo para verem as suas exigências cumpridas, dos professores, aos médicos e enfermeiros, passando pelos polícias. Neste último caso, o sindicato mais representativo da PSP deixa esta quinta-feira várias críticas ao Ministério da Administração Interna (MAI), tutelado por José Luís Carneiro, que pondera avançar agora com uma candidatura à liderança do PS.

“O atual MAI está neste momento na posse de toda a informação, relativamente a todos os problemas existentes e tinha todas as condições para os resolver, caso fosse essa a sua linha e opção política", afirma à SIC Notícias Paulo Jorge Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).

Para o representante é certo que “a turbulência e instabilidade também nunca foram solução, para além de criar bloqueios e atrasos nos processos em curso e inclusive na perceção e visibilidade das nossas lutas”. Ainda assim, “o atual MAI não se encontrava a responder da forma que consideramos a mais assertiva aos vários problemas existentes na PSP”, sublinha Paulo Jorge Santos.

“O futuro e o desconhecimento pelo quadro que se apresentará poderão trazer mais obstáculos”, adianta o presidente da ASPP/PSP, assumindo que, “independentemente de quem estiver a governar o País”, o sindicato vai continuar a insistir junto da tutela para ver as suas exigências cumpridas.

“Contamos com o que achamos ser a nossa razão e contamos com os profissionais da polícia e com a perceção das populações que entendem a nossa luta”, conclui Paulo Jorge Santos.