País

Motorista de TVDE acusado de violação libertado sem comparecer a juiz

O caso já transitou para a esfera da PJ, mas a PSP não soube dar explicação de porque é que o suspeito foi apenas sujeito apenas a termo de identidade e residência.

Loading...

Uma mulher apresentou queixa de violação de um motorista de TVDE. A PSP deteve o homem, mas, e ainda não se percebe porquê, foi libertado sem ser presente a um juiz.

A alegada vítima, de 30 anos diz ter sido abusada sexualmente numa rua do coração da Estrela, em Lisboa, por volta das quatro da manhã, onde PSP e INEM foram chamados.

Meia hora depois, como admite a própria, o suspeito de 36 anos, estrangeiro, motorista de uma plataforma eletrónica de transporte de passageiros, era detido pela PSP.

"Fora de flagrante delito" tendo em conta"os factos narrados pela vítima" a PSP afirma, ainda em resposta à SIC, que a Polícia Judiciária foi contactada e compareceu no local", mas a PJ não assina por baixo esta posição.

"Se a PJ tivesse sido chamada teria ou não procedido ela própria à detenção ou teria sido o Ministério Público, mas é uma questão que não vamos fazer drama, é evidente que a violação é um crime particularmente grave que atenta contra a liberdade sexual de uma mulher, naturalmente nós só tivemos conhecimento à posterior, mas não vamos fazer drama disso, havemos de perceber se os factos ocorreram ou não, porque a investigação ser-nos-á delegada", disse Luís Neves, diretor nacional da PJ.

O caso já transitou entretanto para a esfera da PJ por estar em causa a investigação de um suposto crime de violação da exclusiva competência da PJ.

A alegada vítima foi observada no hospital São José e já formalizou a queixa, só assim é que o inquérito pode avançar.

Em Portugal, a violação sexual continua a ser considerado um crime semipúblico que obriga à denúncia da própria vítima para que o mesmo seja investigado.

Mas por motivos que a PSP não explica, o suspeito foi sujeito apenas a termo de identidade e residência e libertado sem ter sido levado a juiz.

Confrontada pela SIC, a Procuradoria-Geral da República remeteu-se ao silêncio.