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"O PS e o PSD estão disponíveis para se comprometerem com as causas do PAN?"

Esta noite na SIC Notícias, Inês Sousa Real defendeu que o partido só viabiliza um governo de direita ou de esquerda caso o partido mais votado vá de encontro às causas do PAN. A líder do PAN acusou ainda o PSD de falta de clareza quanto a uma possível coligação pós-eleitoral com o Chega.

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O PAN já manifestou abertura para negociar um acordo pós-eleitoral tanto com o PS como com o PSD. Questionada sobre se preferia formar governo com Luís Montenegro ou com Pedro Nuno Santos, Inês Sousa Real deu prioridade às causas do seu partido. Em entrevista à SIC Notícias, a deputada prometeu que só vai viabilizar um governo com o partido mais votado nas eleições, caso esse partido se comprometa com as causas humanitárias e ambientais defendidas pelo PAN.

A porta-voz do partido recusou ainda a possibilidade de viabilizar um governo do qual o Chega faça parte. Acusou o PSD de não "traçar linhas vermelhas" nem de ser "suficientemente claro" em relação a uma possível coligação com o partido de André Ventura num cenário pós-eleitoral. Inês Sousa Real reiterou ainda que se afasta do PSD e "de qualquer força política" que defenda a manutenção das touradas em Portugal, ou a redução do IVA de 23% aplicado aos espetáculo tauromáquicos.

A líder do PAN defende que se tem debatido bastante sobre possíveis coligações à esquerda ou à direita, mas que não se tem debatido a visão política que cada partido tem para o país. Inês Sousa Real salienta a necessidade de "forças políticas disruptivas como o PAN, que apresentam um caderno de encargos mais fresco, mais inovador e mais progressista".