O presidente da Câmara da Ribeira Grande, nos Açores, está acusado de 35 crimes no âmbito da "Operação Nortada". Em causa estão negócios considerados suspeitos entre a autarquia açoriana e várias empresas da ilha.
Quatro anos depois dos inspetores da Polícia Judiciária (PJ) terem entrado nas instalações da Câmara Municipal da Ribeira Grande, a acusação da “Operação Nortada” foi conhecida. Alexandre Gaudêncio vai ter de responder por 35 crimes.
No processo, a que a SIC Notícias teve acesso, estão em causa vários crimes de peculato, abuso de poder, corrupção passiva, prevaricação, falsificação de documentos e participação económica em negócio. O Ministério Público pede que o autarca açoriano seja condenado a perda de mandato.
A “Operação Nortada” começou em 2017. Os investigadores da Polícia Judiciária vasculharam vários negócios entre a Câmara da Ribeira Grande e empresas privadas de produção de espetáculos, ordenamento do território e urbanismo.
Para além de Alexandre Gaudêncio, existem mais 11 arguidos acusados, nos quais se inclui o ex-vice-presidente da autarquia e o presidente do Instituto regional de Ordenamento Agrário (IROA).
Contactado pela SIC Notícias, o presidente da Câmara da Ribeira Grande disse que vai pedir a abertura de instrução do processo. Só depois disso falará sobre o caso. Este é terceiro mandato de Alexandre Gaudêncio na autarquia açoriana.
