Há cada vez menos comboios e os que existem chegam cada vez mais atrasados. São as principais conclusões do Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, que diz que o serviço tem piorado, sobretudo, nos últimos quatro anos.
Para quarta-feira está marcada uma greve dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal, depois de na semana passada ter existido uma greve parcial de dois dias. Em duas semanas, haverá pela terceira vez perturbações na circulação dos comboios.
Estes dados não entram no relatório que a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes apresentou no final de 2023. Mas estão dão força às conclusões que o Jornal de Notícias chamou para a primeira página esta segunda-feira.
Desde 2019 que o serviço tem vindo a piorar. Há mais ligações suprimidas e os utentes queixam-se cada vez mais da redução da oferta e da pontualidade dos comboios.
Em 2022, as empresas que operam no país - CP e Fertagus - suprimiram cerca de 12.200 comboios.
Em 2023, na primeira metade do ano, diz o Jornal de Notícias, este número já tinha superado as 22 mil supressões.
É na Área Metropolitana de Lisboa que os utentes mais se queixam do serviço. As empresas justificam-se com as greves dos trabalhadores e as obras nas linhas.
Ainda de acordo com o relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, as linhas do Algarve e Oeste têm uma capacidade que devia ser mais aproveitada.
Em Portugal, há 3 cidades sem oferta de comboios: Bragança, Vila Real e Viseu.