A IKEA colocou nas ruas uma campanha publicitária que faz referência à Operação Influencer, que levou à demissão de António Costa e à queda do Governo.
Os mupis foram fotografados em vários pontos do país e promovem uma estante com o texto "Boa para guardar livros. Ou 75.800€". Esse foi precisamente o valor que as autoridades encontraram em novembro, durante as buscas ao gabinete de Vitor Escária, chefe de gabinete do primeiro-ministro.
O dinheiro estava escondido em vários envelopes, livros e caixas de vinho. Na altura, António Costa disse desconhecer que o chefe de gabinete guardasse essa quantia na residência oficial, em São Bento.
A campanha tornou-se viral nas redes sociais durante as últimas horas e motivou as mais diversas reações.
A empresa multinacional de origem sueca e com sede nos Países Baixos, dedicada à produção e venda de móveis, colchões, eletrodomésticos e alimentos, já reagiu, em comunicado enviado à SIC, ao impacto causado pela campanha publicitária.
Na nota, a empresa fez questão de referir “que faz parte do dia-a-dia dos portugueses há 20 anos” e que gosta de “desenvolver campanhas que reflitam a vida real”. Isso mesmo se reflete em outros “mupis” (vulgo cartazes publicitários) que ironizam com temas como a inflação, a geringonça ou com coligações.
A IKEA afirma que “esse foi o ponto de partida deste, e de outros mupis que temos tido a circular pelas cidades nas próximas semanas”, reforçando que a campanha publicitária não tem “qualquer intenção ou propósito de contribuir, seja de que forma for, para o debate partidário e para o atual contexto pré-eleitoral que se vive no País”.
"Olhamos para as nossas campanhas, e para nós próprios, com sentido de humor, e muitas vezes como forma de aliviar a tensão de um mundo com os nervos cada vez mais à flor da pele”, garante a empresa.

