Ana Paula Martins, antiga bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, vai ser a nova Ministra da Saúde. Assume, por isso, a responsabilidade de resolver um dos problemas que marcaram o ano de 2023: a crise no Serviço Nacional de Saúde.
Urgência. É a palavra que se associa aos desafios na área da saúde que não podem ser adiados. Ana Paula Martins herda a necessidade de encontrar uma solução para a falta de recursos humanos no setor público.
Assim que assumir o cargo governativo, terá à sua espera pedidos de negociações que já foram exigidos pelo Sindicato dos Enfermeiros e pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM).
"Que a negociação seja séria de forma transparente cumprindo com as regras básicas, sem manipulação sem jogos de bastidores ao contrário de Manuel Pizarro", diz à SIC Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM.
Uma das promessas do novo Executivo
Uma das promessas do novo Governo é a criação, em 60 dias, de um plano de emergência com medidas para este e ano e para o próximo, que resolvam a falta de médicos de família, os atrasos nas consultas, cirurgias ou tempos de espera nas urgências.
Os Sindicatos pedem que a nova ministra aceite o contributo de quem trabalha na saúde.
"O SIM disponibiliza-se para reunir com urgência com a ministra porque ninguém imagina um plano sem serem envolvidos os profissionais e os médicos são pessoas ponderadas, do lado da solução e do SNS", revela Nuno Rodrigues, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos.
Solução que Ana Paula Martins terá de encontrar para resolver as principais fragilidades do Serviço Nacional de Saúde.
Nova Ministra da Saúde é farmacêutica
A nova Ministra da Saúde é farmacêutica, está ligada ao PSD há mais de 20 anos e chegou a ser vice-presidente do partido. Esteve à frente do conselho de Administração, do Centro Hospitalar Lisboa Norte, por nomeação do diretor executivo do SNS, Fernando Araújo.
Abandonou a função um ano depois e agora é Ana Paula Martins quem tem nas mãos o futuro desta direção.
