O chefe do Estado-Maior da Força Aérea quer acompanhar os aliados europeus e da NATO e entrar no programa de armamento mais caro do mundo. Em entrevista ao semanário Expresso, o general Cartaxo Alves fala da necessidade de comprar 27 dos chamados jatos invisíveis norte-americanos para substituir os F-16, que estão no ativo há 30 anos.
A substituição, segundo explica, "só chegará ao fim de oito ou dez anos". Pelo que, o general Cartaxo Alves teme que Portugal esteja a "ficar sozinho", enquanto grande parte dos outros países progride para veículos mais avançados.
O general Cartaxo Alves avisa mesmo que Portugal arrisca perder a soberania aérea e a credibilidade se não o fizer.
Caso o país avance com o investimento, o mesmo, de acordo com as contas do chefe do Estado-Maior da Força Aérea aos Expresso, tem um custo estimado de 5 mil milhões de euros ao longo de 20 anos.
Contactada pela SIC, a Força Aérea garante que “a aeronave F-35 é aquela que, atualmente, se revela como a única opção para, no futuro, substituir os atuais F-16M” e lembra que “os principais parceiros da Força Aérea estão a transitar para a 5.ª geração, nomeadamente a Bélgica, Dinamarca, Noruega e os Países Baixos”.
Até agora, pelo menos 12 países da Nato fortaleceram as respetivas defesas aéreas com estas aeronaves, outros já avançaram com processos de compra.