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Origem do surto de legionella que matou uma pessoa em Caminha permanece desconhecido

As autoridades de saúde não conseguiram identificar a origem do surto de legionella que, no ano passado, afetou nove pessoas do concelho de Caminha. Uma delas acabou por morrer. O processo não foi encerrado: o Alto Minho vai ter uma carta sanitária, que identifica os equipamentos de risco na região.

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No dia 10 de novembro do ano passado, foi confirmado o primeiro caso. No espaço de poucos dias, nove pessoas tiveram de ser internadas e uma acabou por morrer. Eram todas do concelho de Caminha, a grande maioria da freguesia de Vila Praia de Âncora.

As autoridades de saúde enviaram imediatamente técnicos para avaliar potenciais focos da bactéria, mas até agora não foi possível identificar a origem do surto.

O Jornal de Notícias teve acesso ao relatório da Unidade de Saúde Pública do Alto Minho que explica que a investigação ambiental foi centrada em 25 locais de risco, onde foram recolhidas amostras. Foram também realizadas análises à água da rede pública, mas em nenhum dos casos foi detetada legionella.

O processo não está, no entanto, encerrado. A unidade de saúde pública garante que vai continuar a acompanhar a situação e, entretanto, começou a implementar algumas medidas preventivas. Está, por exemplo, a ser elaborada uma carta sanitária que vai identificar potenciais locais de risco no Alto Minho.

A cada ano, há entre 200 a 250 casos de doença do legionário detetados em Portugal, e nem sempre é possível identificar a origem da bactéria.

Em 2020, por exemplo, um surto na região de Matosinhos infetou 80 pessoas, das quais 15 acabaram por morrer. Para além da investigação sanitária, o Ministério Público abriu um inquérito que foi arquivado três anos depois.