"Portugal é um país seguro", começou por dizer o primeiro-ministro, depois de conhecer esta quarta-feira o Relatório Anual de Segurança Interna, que ainda não é público.
"Portugal é, objetivamente, um dos países mais seguros da Europa e do mundo", reforçou Luís Montenegro em declarações aos jornalistas.
Segundo o chefe de Governo, estes dados permitem a Portugal ser um "país competitivo" que atrai investimentos que criam riqueza e oportunidades de emprego. É assim que, no entendimento de Luís Montenegro, Portugal será capaz de fixar os jovens e atrair também mão de obra proveniente do estrangeiro.
Luís Montenegro destacou ainda o trabalho que tem sido desenvolvido pelo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Paulo Vizeu Pinheiro, que deixa o cargo em julho depois de um mandato de três anos, sublinhando o "reforço, articulação e cooperação entre as várias entidades, forças e serviços de segurança e todos os departamentos do Estado que trabalham para o reforço e tranquilidade pública por um lado e prevenção e repressão de condutas ilícitas por outro".
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) é um documento transversal que integra, atualmente, informação proveniente de, aproximadamente, 25 entidades diferentes, entre elas destacam-se a GNR, PSP, PJ, SEF, SIS, SIED, AT, ASAE, DGRSP, DGPJ e ANEPC.
Em abril de 2023, o semanário Expresso, que teve acesso ao RASI de 2023, dava conta de um aumento de 5,6% da criminalidade violenta em Portugal. As autoridades também se mostraram especialmente preocupadas com as redes que traficam imigrantes em condições desumanas, tendo as investigações ao auxílio de imigração ilegal registado uma subida de 68%.
Destaca-se ainda o aumento de 28,8% de crimes de corrupção em relação ao ano anterior e da violência grupal, nomeadamente, grupos de jovens com uma média de idades de 23 anos. O RASI revela ainda que existe um risco real de os movimentos negacionistas antissistema se tornarem violentos.