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Juiz sob investigação por suspeitas de lavar dinheiro ligado ao terrorismo

O juiz que, em abril, foi demitido pelo Conselho Superior da Magistratura está a ser investigado por vários crimes. Um deles é por suspeitas de lavar dinheiro ligado ao terrorismo.

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Em causa estão 100 milhões de euros que Hélder Elias Claro terá tentado transferir em quatro tranches, primeiro, para o Millennium BCP, e, depois, para a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O jornal Correio da Manhã conta, esta sexta-feira, que os alarmes soaram, em 2018, no sistema bancário não só devido ao montante elevado, mas porque o antigo juiz tentou abrir conta em nome de um homem que, antes, tinha tentado entrar na Rússia com 20 biliões de euros - dinheiro que alegadamente faria parte da fortuna de Saddam Hussein e que, depois, iria servir para financiar atividades de redes terroristas do Irão.

Em abril, o Conselho Superior da Magistratura alertado pelo Ministério Público (MP), para a existência de um processo-crime aberto em 2018, decidiu expulsar Hélder Claro por suspeitas de branqueamento de capitais.

Os investigadores acreditam que era uma espécie de intermediário ou facilitador de negócios imobiliários e esquemas de criptomoedas, sendo responsável pela abertura de contas por onde passavam milhões de euros cuja origem era omitida.

Deste processo resultou a operação Babel, que investiga ilegalidades em negócios imobiliários na Câmara de Gaia.

O Correio da Manhã dá ainda conta da ligação de Hélder Elias Claro a uma rede de prostituição ilegal, numa altura em que era juiz no Tribunal de Matosinhos, e que também está ser investigada.