Em Portugal, 8,9% dos jovens entre os 15 e os 29 anos faziam parte da geração nem-nem em 2023, segundo revela o estudo divulgado recentemente pelo Eurostat. Enquanto que a União Europeia conseguiu baixar a taxa, os portugueses não seguiram o mesmo caminho.
No ano passado, 11,2% dos jovens entre os 15 e os 29 anos na União Europeia não estudavam nem trabalhavam, registando-se uma diminuição em relação aos 11,7% respetivos a 2022. Já Portugal seguiu a direção contrária, com a taxa da geração nem-nem a passar de 8,4% para 8,9%.
Ainda segundo os dados do Eurostat, é nos Países Baixos onde há menos jovens nem-nem, (apenas 4,8%), contrastando com a alta taxa da Roménia (19,3%).
"Existem riscos, tanto para o indivíduo como, a longo prazo, para a sociedade, se os jovens adultos se encontrarem desligados da educação e do mercado de trabalho”, lê-se no relatório.
Por outro lado, enquanto em Portugal a geração nem-nem não revela um contraste marcante entre os homens e mulheres (9% masculino e de 8,9% feminino), na Europa a taxa era maior nas mulheres e os números destacavam-se: 12,5% (feminino) 10,1% (masculino).

