A coordenadora do Bloco de Esquerda defendeu esta segunda-feira que a Procuradora-Geral da República deve prestar no Parlamento sobre a divulgação de escutas a envolver o ex-primeiro ministro, António Costa.
"Faz sentido que a procuradora possa ir ao Parlamento explicar o relatório de atividades do Ministério Público. O Bloco de Esquerda tomará iniciativa nesse sentido, faz sentido que assim seja. (...) Nós há muito tempo que o dizemos, e achamos que sim, que essa relação tem de existir e não existir perante os políticos e os parlamento, mas perante a democracia e o país", afirma Mariana Mortágua aos jornalistas depois de uma reunião com o chefe da missão diplomática da Palestina em Portugal, Nabil Abuznaid.
Mariana Mortágua salientou que está em causa uma audição que a lei já prevê, mas que "não tem acontecido". A dirigente bloquista defendeu que é preciso prudência em separar política e justiça.
"Acho que devemos sempre ter muita prudência em separar política e justiça e acho que essa é a razão da cautela dos políticos e dos representantes políticos em relação ao Ministério Público (…)", diz a Coordenadora do bloco de Esquerda.
Para a coordenadora do partido, Lucília Gago tem o dever de explicações e de escrutínio "perante a democracia e não perante um político ou outro político".
Mariana Mortágua criticou, na passada quarta-feira, as escutas ao ex-primeiro-ministro, considerando inaceitável que sejam mantidas quando não têm relevância criminal, e defendeu que se trata de um caso de ingerência em atos políticos.
Com Lusa