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Greve Internacional das Mulheres reúne mães, ativistas e vítimas de violência doméstica em protesto

Assinala-se esta segunda-feira a Greve Internacional das Mulheres e em Portugal houve protesto contra a violência doméstica e outros abusos. Alguns elementos do Movimento das Mães reuniram-se em frente ao Conselho Superior da Magistratura e rumaram até à Assembleia da República.

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Às mulheres pediram que não trabalhassem, não fossem às compras e trajassem de vermelho, em sinal do sangue derramado por tantas que perderam a vida às mãos de maridos e companheiros agressores. Poucas presenças mas vozes marcantes, em protesto contra todos os tipos de violência e abusos, de que milhares de mulheres e crianças são vitimas, todos os dias.

Simbólico foi o ponto de encontro, em frente ao Conselho Superior de Magistratura, um alerta para a morosidade da Justiça que, muitas vezes, sobretudo em casos de violência doméstica, chega tarde demais. Um problema que não afeta apenas as mulheres portuguesas mas que parece ser pior em Portugal.

Juntas rumaram até à Assembleia da República, com palavras de ordem para que todos ouvissem. À espera estava a vice presidente, Teresa Morais, com quem tinham audição marcada.

O objetivo desta Greve Internacional de Mulheres era apresentar 22 propostas de alteração de leis, para que se protejam mais e melhor as vitimas na sua prevenção, acompanhamento e resolução dos casos na Justiça. Sem esquecer, também, as instituições, famílias de acolhimento e processos de adoção de crianças retiradas à família biológica.

Lutam por mudanças urgentes, justas e dignas. E dizem que este foi o primeiro passo de um Movimento que não pode parar.