Aos tradicionais chaparros, juntam-se agora milhares de fardos a compor a paisagem alentejana. Se há um ano os agricultores viviam preocupados pela falta de feno, hoje em dia agradecem pela chuva de inverno e primavera que ajudou a aumentar a produção.
A produção de feno triplicou na região do Alentejo, uma boa quantidade que ajudará, em muito, na alimentação dos animais.
"Nós estávamos com as reservas completamente em baixo, os armazéns estavam vazios. Estávamos a comprar feno importado e a um preço totalmente proibitivo, portanto vai dar uma boa reserva de alimento para o inverno (...)", explica Diogo Vasconcelos, presidente da associação dos jovens agricultores do Sul.
Até porque se a quantidade é muita, o preço baixa.
"No ano passado chegámos a pagar o feno a 350 euros, que é uma coisa disparatada, este ano o preço caiu, anda nos 100, 150 dependendo da qualidade do feno (...)", diz Diogo Vasconcelos.
Depois de dois anos de seca, e praticamente sem feno, os agricultores sentem-se agora mais descansados com os armazéns a encherem-se de fardos.
