País

"Está a falhar tudo": guardas prisionais ameaçam paralisar cadeias

Os guardas prisionais ameaçam avançar com protestos e paralisar as prisões. Queixam-se da falta de condições nas cadeias e dizem que faltam 1.200 operacionais.

Guarda prisional
Loading...

"Os guardas prisionais estão desesperados, é impossível trabalhar desta maneira". O alerta é de quem anda no meio e o conhece por dentro e por fora há mais de 30 anos.

"Está a falhar tudo. O sistema está falido, a falta de guardas e de chefes é terrível para a questão funcional. Temos uma série de agressões que têm vindo a suceder e já há agressões a civis. (...) Está em causa, principalmente, nós não conseguirmos garantir já a segurança nos espaços prisionais. É muito problemático, os reclusos já estão entregues a si próprios", diz Hermínio Barradas, presidente da associação sindical de chefias da guarda prisional.

Só este ano foram registas 16 agressões guardas prisionais, mas nem todos os casos são participados ao Ministério Público. Nas contas dos sindicatos há 1.200 guardas prisionais a menos.

Entraram novos profissionais na PSP, AIMA e SNS mas não no meio prisional, por isso, ameaçam com greves de zelo e a paralisação das prisões.

"Basta uma greve de zelo e de rigoroso comprimentos das normas que o sistema bloqueia de imediato, nem precisamos de chegar à forma de luta mais grave (...) explica Hermínio Barradas.

A primeira greve está marcada para a próxima terça-feira na prisão do Linhó, em Sintra.