Cresceu apenas três quilómetros, mas a linha amarela chega agora aos 17 mil habitantes de Vila d'Este. Além disso, o hospital de Vila Nova de Gaia, um dos maiores do norte do país, passa a ter estação de metro.
"Aquilo que o metro do Porto tem feito nas últimas décadas é notável e portanto tornou a região mais coesa, permitiu a transferência modal, cada vez temos menos carros e mais pessoas a utilizar esta infraestrutura por uma razão simples que foi ser bem desenhada, foi desenhada com as pessoas, com os autarcas, e isto é único a nível nacional", destacou o ministro Miguel Pinto Luz.
A obra, agora inaugurada, tem um viaduto de 400 metros e uma estação subterrânea. O prolongamento da linha amarela sofreu um atraso de quase meio ano e criou perturbações no trânsito e outros incómodos. Mas o resultado, acredita o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, compensa todos os desconfortos.
"Quando se pinta a sala de jantar, janta-se na cozinha. Ninguém consegue imaginar uma obra destas sem ter problemas, as intempéries, as dificuldades, problemas que resultam de túneis e de viadutos", lembrou o autarca Eduardo Vítor Rodrigues.
E para compensar essas intempéries, durante este fim de semana a viagem de pouco mais de seis minutos entre Santo Ovídio e Vila d´Este será de borla.
Antes desta inauguração, os ministros das Infraestruturas e do Ambiente estiveram no Porto para anunciar que está aprovado um financiamento europeu de 96 milhões de euros para a Linha Rosa entre a Casa da Música e S. Bento.
Quem faltou à cerimónia foi o autarca Rui Moreira que tinha na agenda, na manhã desta sexta-feira, uma reunião com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.