O reforço do patrulhamento acontece sobretudo junto de pequenas e médias explorações agrícolas, onde os furtos são mais frequentes. Consoantes as campanhas em curso, os militares da GNR vão fazer notar maior presença para prevenir ocorrências como os furtos de azeitona, de cortiça ou de equipamento e ferramentas.
"A guarda intensificou o patrulhamento tendo em conta a sazonalidade da cultura e de cada região, estabelece coordenações com a guarda civil para fiscalizar o transporte transfronteiriço de produtos agrícolas e demos alguns conselhos aos produtores, nomeadamente para não deixarem utensílios durante a noite no terreno e para nos passarem todas as informações que considerem suspeitas nas proximidades dos seus terrenos", diz o capitão Rui Jacob, comandante do destacamento territorial de Elvas da GNR.
Outro foco importante da operação campo seguro da GNR acontece na prevenção de acidentes com viaturas agrícolas, que no passado causaram 40 vítimas mortais.
As ações de patrulhamento e maior visibilidade da guarda em áreas florestais e agrícolas acontecem junto da população e das entidades empregadoras com atenção redobrada para as situações de tráfico de seres humanos e a exploração de trabalhadores sazonais, muitos deles migrantes que vêm garantir as campanhas de norte a sul do país.
"Tentamos garantir a sua regularização documental, mas também as condições em que estão a trabalhar e a viver", explica o capitão Rui Jacob.
A operação campo seguro envolve todas as valências da Guarda Nacional Republicana e termina a 16 de fevereiro de 2025.
