Quando há ano e meio sucedeu a Cotrim Figueiredo, Rui Rocha definiu um objetivo: 15% nas legislativas de 2026. As eleições foram antecipadas e a Iniciativa Liberal não chegou aos 5%, mas o líder mantém-se.
Até quando? "Eu, neste momento, não temo sequer que o céu me caia em cima da cabeça”, afirmou este sábado Rui Rocha. Disse aos jornalistas que está para ficar, mas a mensagem é dirigida à aparente oposição interna.
Tiago Mayan Gonçalves, candidato às presidenciais, não se compromete a concorrer à liderança do partido. Lembra que os momentos para discussão da liderança “terão o seu tempo”, em janeiro, mas que, até lá, ainda “muita água há de correr”.
Munido de mais de 200 assinaturas, levou à Convenção Nacional do partido uma proposta de alteração dos estatutos para fazer frente ao Conselho Nacional. Mas as duas propostas de alteração estatutária apresentadas pelo Conselho Nacional e pela oposição interna foram chumbadas em segunda votação, ficando o partido com os estatutos em vigor.
Com este resultado, os trabalhos do primeiro dia encerraram mais cedo, uma vez que, após o jantar, estava prevista a discussão e votação das propostas de alteração ao texto que tivessem sido aprovadas.
A segunda votação
De acordo com os resultados anunciados pela mesa da VIII Convenção Nacional da IL, a proposta afeta à direção alcançou 319 votos a favor, 144 contra, 51 abstenções e 28 votos não expressos, ou seja, 58,86%, o que não permitiu alcançar os dois terços necessários à sua aprovação.
Já a proposta de "Estatutos + Liberais", subscrita pela oposição interna, entre os quais o fundador da IL Miguel Ferreira da Silva e o ex-candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves, obteve 55 votos a favor (28,60%), 318 votos contra, 51 abstenções a 18 votos não expressos.
Os trabalhos da reunião magna terminam no domingo, em Santa Maria da Feira (Aveiro), com a discussão do programa político e o discurso de encerramento do presidente do partido, Rui Rocha.
Com LUSA