O Estado-Maior da Força Aérea já começou a questionar os aeródromos e heliportos sobre as cartas de aproximação, a referência de obstáculos nas imediações e as condições da estrutura.
O trabalho de levantamento destes dados serve de base para as cartas militares com que os voos de Estado se realizam, porque, caso se confirme a entrada da Força Aérea para o apoio na emergência pré-hospitalar, as regras de voo deixam de ser civis e passam a ser militares.
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea não escondeu nos últimos dias a abertura para uma nova missão, que na verdade não é desconhecida. Além das ilhas, onde a Força Aérea garante o transporte de doentes, em casos excecionais, a Força Aérea já foi chamada a intervir e a colaborar com o INEM.
Em 2018, por exemplo, no incêndio numa associação em Tondela, com dezenas de feridos e vários mortos, esgotados os meios de evacuação do INEM, e então, a Força Aérea foi chamada a intervir. A partir de Viseu, o H101 Merlin fez o transporte de várias vítimas em simultâneo para hospitais com unidades de queimados em vários pontos do país.
Para o novo plano aéreo que o país quer na emergência pré-hospitalar, a SIC sabe que os novos Black Hawk são uma opção. O país já tem dois dos seis aparelhos comprados com fundos comunitários para o combate a incêndios. Mas, a versatilidade dos aparelhos permite à Força Aérea adaptar a missão, que além destes helicópteros, tem também os Koala, mais pequenos, e não descarta a utilização de aviões com asa fixa.
A SIC sabe que, por exemplo, no transporte de um doente do Algarve para Lisboa, a Força Aérea poderia dar preferência à utilização de uma asa fixa em vez de um helicóptero, tudo porque a operação seria mais rápida e mais económica.
É para definir todas estas estratégias que a Força Aérea quer saber o máximo possível das estruturas de segunda linha, ou seja, sobre os mais de 70 heliportos e aeródromos espalhados pelo país.
