Na hora de planear a viagem de férias, a escolha do meio de transporte pode ter mais ou menos peso na emissão de dióxido de carbono, um dos gases de efeito estufa mais preocupantes.
O avião é a opção mais procurada para destinos mais distantes, mas a pegada de carbono é relativamente alta. Em média uma viagem internacional emite 102 gramas de CO2 por passageiro, ainda assim, é inferior a uma viagem doméstica que representa 133 gramas por pessoa.
A associação ambientalista ZERO critica a aviação por ter demasiadas isenções e não incentivar à sustentabilidade.
“Quando nós utilizamos o avião, se formos então para uma viagem para fora da Europa, não só combustível não tem ISP, também não passa nenhuma taxa associada ao carbono, exceto, portanto, dois euros, mas as emissões de carbono não são penalizadas como em viagens intraeuropeias”, diz Francisco Ferreira da associação ZERO.
Os passageiros têm noção das emissões, mas muitos dizem não ter alternativas. A pensar nas emissões há já plataformas que informam os passageiros sobre quais os voos menos poluentes.
“Eles aqui já nos estão a dar uma aproximação de quantas emissões gastam menos do que o normal. Neste caso, as emissões são uma coisa nova para mim, mas tenho sempre tentado fazer isso”, explica uma jovem no aeroporto.
Das opções para viajar, o carro aparece em segundo lugar. Se falarmos de um veículo a gasolina são cerca de 120 gramas por quilómetro, só compensa caso vá cheio. O comboio é o transporte mais ecológico.
Reduzir a pegada ambiental requer mudanças de hábitos. Segundo a Organização Mundial do Turismo, os transportes são responsáveis por cerca de 75% das emissões globais de CO₂ do setor turístico.
