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Sintra: moradores de prédio onde ocorreu explosão não podem pernoitar no edifício

Nesta explosão que ocorreu num prédio em Mem-Martins, no concelho de Sintra, resultaram dois feridos, que ficaram com queimaduras em 90% do corpo.

Sintra: moradores de prédio onde ocorreu explosão não podem pernoitar no edifício
Helena Ribeiro/SIC Notícias

Os moradores no prédio em Rio de Mouro, no concelho de Sintra, onde ocorreu esta quarta-feira uma explosão não podem pernoitar no edifício e terão de encontrar alternativa habitacional, disse à Lusa fonte da autarquia.

Uma explosão num prédio em Rio de Mouro, ocorrida esta tarde, originou dois feridos graves e danos neste e noutros dois edifícios circundantes.

"Não existem problemas a nível das estruturas nos prédios, mas o prédio onde ocorreu a explosão não reúne ainda condições de habitabilidade (janelas e portas)", indicou fonte da Câmara Municipal de Sintra à agência Lusa, pelas 19:50.

A mesma fonte adiantou que, no prédio onde ocorreu a explosão, residem 30 pessoas e que a autarquia já disponibilizou realojamento a um casal, uma vez que não dispunha de outras alternativas de habitação.

Além deste casal, poderá ter de ser também realojada pela Câmara de Sintra mais uma família, com três filhos, acrescentou a mesma fonte, explicando que os restantes moradores manifestaram a intenção de recorrer a familiares.

Ainda de acordo com a autarquia, os trabalhos de limpeza ainda decorrem e poderão prolongar-se durante o dia de quinta-feira.

Empresa distribuidora de gás refuta responsabilidades na explosão

A empresa que distribui o gás canalizado no imóvel refuta responsabilidades no acidente, que provocou dois feridos graves.

Num comunicado, a DIGAL assume ser a "distribuidora de gás canalizado para o imóvel afetado pela ocorrência e responsável pela respetiva rede abastecedora".

No entanto, esclarece que "não houve qualquer intervenção, obra ou reparação, levada a efeito pela DIGAL ou a seu mando" na rede distribuidora de gás canalizado que abastece o imóvel, ou na área em que o mesmo se situa.

"No imóvel em causa, tanto quanto se conseguiu apurar preliminarmente, decorriam obras particulares, no âmbito das quais terá havido intervenção noutras redes de abastecimento, nomeadamente de água", acrescenta a empresa.

Segundo o comunicado, terá sido, "aparentemente, tal intervenção que, afetando a rede distribuidora de gás, esteve na origem da explosão ocorrida".

A empresa frisa que "não teve, pois, qualquer ação que estivesse na origem da ocorrência" e afirmou que os seus técnicos foram ao local "apenas e só após" a explosão, tendo sido chamados "para neutralizar a fuga de gás".

No final, a DIGAL refere que o incidente "não teve origem na rede distribuidora de gás".

Dois feridos com queimaduras em 90% do corpo

Relativamente aos feridos deste acidente, em declarações aos jornalistas do local da explosão, o adjunto de Comando dos Bombeiros de Algueirão Mem-Martins, Marco Cabo, referiu que se trata de dois homens de 60 e 35 anos e que ficaram com queimaduras em 90% do corpo.

O operacional explicou que o homem de 60 anos foi transferido inicialmente para o Hospital de Cascais e, posteriormente, por via aérea para o Hospital de Coimbra.

Já o ferido de 35 anos foi transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a explosão ocorreu às 15:24 e estiveram no local 44 operacionais, apoiados por 16 veículos.

Com LUSA