A ministra da Administração Interna ordenou um inquérito interno para identificar elementos das forças de segurança que possam estar ligados ao grupo 1143, a associação extremista liderada por Mário Machado.
Defensores daquilo que dizem ser a superioridade do homem branco e liderados pelo neonazi Mário Machado, estarão de tal forma implantados de Norte a Sul que a ministra da Administração Interna exige saber se entre eles há elementos das forças de segurança.
Margarida Blasco ordenou um inquérito em toda a extensão e profundidade para apurar eventuais responsabilidades disciplinares.
Se se confirmarem as suspeitas, a ministra deixa claro que são condutas de extrema gravidade num estado de direito democrático.
A Inspeção-Geral da Administração Interna vai agora juntar a este todos os inquéritos que já existiam.
A decisão é tomada depois do Jornal de Notícias ter falado da participação de polícias e militares nos mais de 20 grupos regionais que têm espalhado desinformação e discurso de ódio e convocado manifestações, sobretudo contra imigrantes e pessoas racializadas.
O Bloco de Esquerda exige explicações ao ministro da Defesa e à ministra da Administração Interna. O partido enviou esta terça-feira para o Parlamento as questões que quer ver respondidas com o aviso de que o último Relatório Anual de Segurança Interna alertava para um agravamento da extrema-direita em Portugal, sobretudo com o reaparecimento de organizações neonazis e identitárias.
No mesmo dia, o grupo 1143 viu o Youtube suspender-lhe a conta de partilha de vídeos por incitar ao ódio e à violência.
A Constituição da República Portuguesa institui que não são permitidas no país organizações racistas ou que perfilhem ideologia fascista.