Os policias estão contra a equiparação com os militares e há um mês, poucos dias depois de assinado o acordo com o Governo, pediram novas negociações urgentes.
Chegaram mesmo a admitir que se precipitaram, mas a ministra da Administração Interna fechou a porta a qualquer renegociação.
Esta quinta-feira o aumento foi aprovado em Conselho de Ministros e horas depois promulgado pelo Presidente da República.
"Tudo o que melhorar as condições financeiras, profissionais e pessoais dos polícias é sempre bem vindo porque melhora a motivação e com essa motivação podemos fazer um melhor trabalho à população em termos de segurança pública", afirmou Luís Carrilho, diretor nacional da PSP.
Com este aumento do suplemento de risco, os agentes da PSP e guardas da GNR em vez de 100 euros passam a receber 400 brutos mensais até 2026. 200 euros já este ano e com efeitos retroativos a 1 de julho.
Contudo, os polícias estão indignados e ameaçam agora voltar às ruas em protesto depois de terem visto o Governo anunciar um acordo dito histórico e que permite aos militares das forças armadas mais 300 euros até 2026.
"A PSP contribui para a segurança, mas também contribui para a liberdade e os polícias e o pessoal técnico de apoio à atividade operacional têm os seus deveres e diretos, sendo a atividade sindical um dos direitos", garantiu ainda Luís Carrilho no dia da tomada de posse dos novos Chefes Coordenadores e Principais da PSP, a poucos dias da chegada de setembro, mês em que estão agendados por alguns sindicatos novos protestos na ruas.