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Lesados de incêndio no Prior Velho admitem avançar para a Justiça para pedir indemnizações

Mais de 200 automóveis que estavam num parque de estacionamento, no Prior Velho, ficaram destruídos, após um incêndio ter atingido o local. Os proprietários dos veículos queixam-se de que ninguém assume responsabilidades pela situação.

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Ao fim de quase duas semanas, os lesados do incêndio que destruiu mais de 200 automóveis num parque de estacionamento no Prior Velho continuam sem notícias sobre as responsabilidades no caso. Um grupo juntou-se e pondera avançar com um processo judicial para pedir indemnizações.

As redes sociais deram uma ajuda e são já 144 os membros do grupo que junta lesados que perderam as viaturas no incêndio num parque de estacionamento no Prior Velho.

Para já, aguarda-se o desfecho das investigações, mas a ideia é avançar para os tribunais com uma ação coletiva, se não houver compensação satisfatória pelas perdas.

“Acredito que vamos mesmo ter de fazer alguma pressão com ações judiciais”, refere Victor Pereira, um dos lesados do incêndio. “Dentro do carro tinha alguns bens que me fazem, efetivamente, muita falta e vou ter de lutar por eles.”

“É importante que as pessoas sejam ressarcidas de todos os danos”, defende Vânia Oliveira, outra lesada do incêndio. Até já recebeu da seguradora por ter seguro contra todos riscos, ainda assim apenas metade do que gastou inicialmente.

“Alguém tem de ser responsabilizado”

O que mais incomoda os ledsados é a falta de comunicação, quer da empresa do parque, quer das seguradoras. “As pessoas vão enviando e-mails, vão solicitando fotografias, novos procedimentos e nada”, queixa-se Vânia Oliveira.

O grupo não descarta pedir responsabilidades ao Estado, num futuro próximo.

“É impossível a culpa morrer solteira, quando temos aqui uma série de entidades que têm de ser chamadas a depor. Esta empresa não estava escondida, esta empresa era pública, e, como tal, certamente era alvo de inspeções, de fiscalizações”, nota Vânia Oliveira.

A lesada insiste que, se os carros foram destruídos, “alguém tem de ser responsabilizado, por as medidas preventivas não terem sido tomadas”.

Para já, o grupo de lesados ainda acredita em soluções negociadas.Porém, se não houver sucesso, os lesados garantem que vão lutar por indemnizações, tanto por danos patrimoniais como morais.