A prática desordenada de caravanismo selvagem está a esvaziar os parques de campismo do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Os empresários dizem que este poderá ter sido o pior verão de sempre para o setor e pedem mais fiscalização.
A intenção é ficar o mais perto possível da praia e a custo zero, mesmo que isso signifique passar por cima da lei.
A praia do Amado, em Aljezur, é apenas um exemplo daquilo que acontece por toda a costa, desde Sagres até São Torpes, onde chegam a pernoitar às dezenas de caravanistas.
No caso de Joaquim, proprietário de um parque de campismo, o mês de julho já mostrava sinais de abrandamento e depois do pico de reservas, em agosto, foi sempre a descer.
Desde 2021 que o Código da Estrada proíbe a pernoita de autocaravanas em áreas da Rede Natura, mas o hábito foi persistindo e continua a deixar vestígios.
No ano passado, por esta altura, foram multados em Aljezur e Vila do Bispo 80 caravanistas numa única ação de fiscalização.
Empresários e autarcas concordam que não basta intervir pontualmente, só que a falta de efetivos da GNR nem sempre ajuda ao cumprimento da lei.
Pernoitar ou aparcar fora de áreas destinadas ao efeito obriga ao pagamento de uma coima entre os 60 e os 300 euros. Em zonas de parque natural, as sanções podem ir dos 120 aos 600 euros.