Mais de 400 edifícios sob tutela do Ministério da Educação, Ciência e Inovação continuam sem remover o amianto. No Porto, a comunidade educativa vive preocupada com os riscos para a saúde.Os especialistas avisam que é urgente fazer o levantamentos de todos os materiais que contêm esta substância cancerígena.
Já gastaram as palavras de tanto se queixarem. A comunidade escolar vive preocupada com o amianto.
Na EB 2,3 Eugénio de Andrade, no Porto, mais de 600 pessoas estudam a trabalham em pavilhões com coberturas de fibrocimento que é urgente remover.
Em setembro, a Câmara do Porto abriu candidaturas para a equipa projetista que fará a requalificação desta escola, que acumula outros problemas, além do amianto.
A autarquia diz que a obra vai custar 11 milhões de euros, mas avisa que só com financiamento do Governo a empreitada poderá avançar.
Pais protestam junto à Escola Eugénio de Andrade no Porto para exigir obras e segurança
A identificação e remoção do amianto é uma competência das autarquias e os custos são assegurados por fundos europeus. A prioridade é saber onde existe e proteger os trabalhadores que podem estar expostos a esta substância cancerígena.
"É urgente diagnosticar todo o amianto que possa estar nas escolas e fazer uma avaliação das situações de risco que podem ser as mais graves (...). Os trabalhadores que estão mais horas nestes locais têm de ser identificados para a higiene e segurança no trabalho", refere Carmen Lima, da Associação SOS Amianto.
A Câmara do Porto revela que retirou o amianto em quatro escolas do 1º ciclo, mas os especialistas avisam que esta substância não existe apenas nas coberturas de fibrocimento.Há mais de 3.000 materiais de construção que contêm amianto.
A Câmara de Lisboa já avançou com a inventariação nas escolas de todos os materiais que possam conter amianto e não apenas das placas de fibrocimento.
Associações alertam para remoção incompleta de amianto nas escolas
O uso desta substância foi proibido há quase 20 anos. Na lista dos edifícios com amianto que estão sob tutela do Ministério da Educação, Ciência e Inovação há 420 escolas, cantinas, serviços sociais e universidades.
