O pico de peregrinos estrangeiros tinha sido atingido em 2017, o ano do centenário. Depois da pandemia, demorou o regresso dos que vêm de fora do país. Mas este ano o problema parece ultrapassado.
“O que se regista de diferente este ano é um crescimento, um regresso das noites registadas por hóspedes asiáticos, principalmente da Coreia da Sul que tinham desaparecido completamente desde a pandemia. Este crescimento que Fátima está a ter deve-se essencialmente ao próximo destino Fátima, e também ao destino Portugal, que estão no top of mind de viajantes de todo o mundo e também do turista religioso”, diz Alexandre Marto, empresário hoteleiro.
No resto do comércio, o efeito parece não ser tão forte. Apesar do aumento de visitantes que se sente desde a Jornada Mundial da Juventude.
”As pessoas cada vez mais procuram objetos mais económicos, mais pequenos. Os objetos de maior volume são cada vez mais difíceis de vender tendo em conta as dificuldades que há nas próprias companhias aéreas e o próprio preço”, explica Carlos Saraiva, comerciante.
Uma subida de preços que também aqui acompanha o aumento da presença de turistas. Há também cada vez mais peregrinos americanos a visitar o santuário. Num ano em que os hotéis de Fátima se prepararam para ultrapassar o recorde de 1 milhão e 300 mil dormidas