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Três agentes e subcomissário da PSP acusados de ficar com droga e dinheiro apreendidos para pagar informadores

Três agentes da PSP e um subcomissário do comando metropolitano do Porto estão acusados de vários crimes relacionados com o combate ao tráfico de droga. O Ministério Público acredita que ficavam com dinheiro e droga apreendidos nas operações, para depois pagarem a informadores.

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Três agentes da PSP e um subcomissário do comando metropolitano do Porto estão acusados de diversos crimes relacionados com o combate ao tráfico de droga. Segundo o Ministério Público, os polícias ficavam com parte do dinheiro e da droga apreendidos nas operações, utilizando-os para pagar informadores.

Os suspeitos, detidos desde julho do ano passado, foram apanhados graças a escutas telefónicas instaladas nos carros-patrulha. Pertenciam a uma brigada responsável pela fiscalização e combate ao tráfico de droga em bairros como Pasteleira Nova e Ramalde.

A acusação afirma que os polícias alteravam os relatórios das operações de busca, declarando quantias de dinheiro e droga inferiores às que realmente apreendiam. A droga desviada era, então, usada como pagamento a informadores, numa rede que envolvia toxicodependentes para identificar traficantes.

Os arguidos também são acusados de realizar buscas sem autorização legal e de usarem coação para capturar suspeitos. A lista de crimes inclui peculato, abuso de poder, sequestro e coação agravada, crimes que terão ocorrido ao longo de quase dois anos.