Oito dias de fuga chegaram ao fim esta sexta-feira: André Fonseca, 28 anos, entregou-se à Polícia Judiciária da Guarda. É suspeito do homicídio do compadre, de 44, mas nega ter atirado e muito menos a matar.
A tragédia aconteceu a 30 de outubro na aldeia de Inguias, Belmonte. A vítima reabilitava a casa da ex-companheira, doente numa cadeira de rodas. Conta o suspeito que os dois homens discutiram porque o atraso nas obras impedia o regresso da filha de 6 anos, entregue a uma instituição.
Atingido na virilha, a vítima, empreiteiro, residente em aldeia vizinha, acabou por morrer na presença de um ajudante e de um dos nove filhos, de 16 anos.
O suspeito diz ter-lhe pedido para chamar o INEM, mas não já não esperou pela ambulância. Mas ainda antes de se entregar, deu um tiro de
ensaio na premeditação do pretenso crime.
Sem revelar onde abandonou a espingarda, deixou de ser um fugitivo e está agora nas mãos da justiça. O primeiro interrogatório judicial ficou agendado para este sábado, às 10:00, no tribunal de Castelo Branco.
