Esta rua, em Benfica, quase parece uma loja de velharias. A grande diferença é que estes móveis estão misturados no meio do lixo. Há meses que tem sido assim, contentores a transbordar e todo o tipo de lixo espalhado pelas ruas da capital.
"É um bocado desagradável, porque a gente pode cair, assim móveis e muito lixo, e depois às vezes as pessoas também não deitam para dentro do caixote", conta uma das moradoras.
O problema está, muitas vezes, na rota, mas também na falta de contentores.
“Aqui está um bom exemplo. Esta eco-ilha não tem a capacidade para recolher o lixo deste bairro todo. E nunca teve. É necessário mais eco-ilhas, portanto uma rede muito mais de contentorização que possa carregar o lixo. De cada vez que os carros estão cheios na recolha de outras freguesias ou que há um plenário sindical ou algo que impeça a boa conclusão da rota, Benfica fica prejudicada. O que é que tem estado a acontecer, tenta-se fazer depois o reforço na tarde do dia seguinte com meios”, explica Ricardo Marques, presidente da Junta de Freguesia de Benfica
Em Benfica, o dia começou com fiscalização daquilo que está onde não devia, por exemplo, estas caixas de eletrodomésticos. O aviso também está escrito, mas com os próximos contentores também cheios fica difícil de cumprir. O lixo cresce e as pragas aumentam.
Em Alvalade, o cenário não é muito diferente. A junta vai fazendo o que consegue, mas não o suficiente para resolver a situação.
“Já vi ratos, já vi ratos de facto. Em Alvalade deparamo-nos com, eu diria, lixeiras a céu aberto. (…) Em média uma vez por semana contacto a junta de freguesia, mando as fotografias das situações”, explica Lucilio Costa, morador de Alvalade
Questão que tem dado que falar e que é também uma preocupação da autarquia que já anunciou um aumento da verba do orçamento para o próximo ano para 38 milhões de euros, bem como a contratação de mais trabalhadores.
