Os incêndios de setembro foram catastróficos para muitos agricultores e há queixas em relação aos apoios.
“Estamos a receber queixas de agricultores que ainda não receberam o apoio. Foi uma percentagem muito reduzida. Fez-se uma jornada de campanha eleitoral praticamente para se mostrar que se está a mostrar algum dinheiro, mas ao terreno ainda não chegou metade sequer dos apoios que estão atribuídos, diz Carlos Alves da união de agricultores e baldios do distrito de Aveiro.
Confrontado com a denúncia, o Ministro da Agricultura tentou sossegar os representantes da União dos Agricultores do Distrito de Aveiro.
“Todos que são elegíveis vão ser apoiados. O Orçamento do Estado colocou 100 milhões de euros para este objetivo e o dinheiro vai sobrar, portanto não vai haver problemas a esse nível. É preciso reflorestar, mas, por exemplo, porque é que não se pode reflorestar já? Porque nos solos onde houve incêndios não pode haver para já reflorestação. Agora, isso está tudo a ser acelerado ao máximo e aquilo que eu peço é, havendo dificuldades contactem-nos”, explica José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura
É só uma questão de tempo, prometeu o Ministro, que inaugurou em Aveiro a Agrovouga, uma feira que dá destaque ao mundo rural. Um mundo de dificuldades.
“Há cerca de um ano pagavam-nos 57 cêntimos o litro de leite, passado um ano estão-nos a pagar a 44 cêntimos. Os custos, as rações estavam no ano passado uma média de 13 euros o seco, hoje o preço é o médio. Ou seja, baixam 12/13 cêntimos em média o litro de leite quando na realidade o custo continua o mesmo”, relata António Valente, produtor de leite.
Reivindicações sistematizadas num documento entregue em mãos ao Ministro da Agricultura.