O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) afirma que a investigação à morte de Odair Moniz vai estar concluída em breve. Depois da divulgação de informações contraditórias sobre as circunstâncias da morte, Luís Neves negou qualquer mal-estar com a Polícia de Segurança Pública (PSP).
As circunstâncias da morte de Odair Moniz, atingido a tiro por um polícia, no bairro da Cova da Moura, na Amadora, e a atuação dos agentes policiais nos momentos que se seguiram estão sob investigação judicial. A PJ suspeitará que a faca atribuída a Odair Moniz foicolocada no local do crime para justificar os tiros do agente da PSP.
Esta quarta-feira, em declarações aos jornalistas, o diretor nacional da Polícia Judiciária assegurou que o desfecho da investigação estará para “breve”.
“Dentro de dias, a investigação estará terminada e tudo estará esclarecido”, declarou.
"Nem guerra aberta, nem guerra fechada" entre PJ e PSP
A existência de informações contraditórias- com a versão oficial dos factos divulgada pela PSP a não coincidir com o relato que terá sido feito, mais tarde, por um dos agentes envolvidos – tem levado a que se fale num alegado mal-estar entre a PSP e a PJ. Mas, depois de o diretor nacional da PSP ter assegurado que as relações se mantêm boas, agora é o diretor nacional da PJ a deixar a mesma garantia.
“Não há nem guerra aberta, nem guerra fechada”, declarou Luís Neves.
O diretor nacional da PJ assegurou que, “em quase 30 anos”, a relação entre as duas polícias nunca foi “tão frutuosa”.
“Há incendiários que acabam por querer estragar este tipo de relação, o que não vão conseguir", atirou o responsável nacional da Polícia Judiciária.