A Câmara de Lisboa admite que a recolha de lixo só vai estar normalizada depois da passagem de ano. A greve dos trabalhadores prolonga-se até dia 2 de janeiro e a autarquia prevê dias difíceis.
Pôr as equipas da junta de freguesia na rua foi uma das alternativas à greve dos trabalhadores das recolhas, que até ao ano novo vai ser apenas às horas extraordinárias. Na noite de 1 para 2 de janeiro é que a paragem volta a ser total.
"Ainda estamos atrás do prejuízo, ou seja, há ainda bastante lixo na cidade de Lisboa e sabemos que este lixo tem de ser recolhido e retirado da rua. Estes próximos dias ainda serão difíceis, já não terão o dramatismo da greve total que havia, apesar dos serviços mínimos, mas mesmo assim, para recuperar não basta fazer o trabalho normal de cada dia", disse, à SIC, Pedro Moutinho, diretor municipal da higiene urbana.
Ao domingo, deveriam estar parados, mas o momento crítico obriga os trabalhadores a estarem na rua a recolher o lixo que se foi acumulando. Mesmo assim, há sítios onde o lixo se acumula, como é o caso da Avenida Almirante Reis, ou junto às Amoreiras.
Quem trabalha no Largo do Rato, garante-nos há sacos e cartões esquecidos há semanas e nem os telefonemas para a câmara resolvem e o mau cheiro acumula-se.
A autarquia diz que, mesmo assim, a situação na cidade podia ter sido pior estes dias, mas critica a greve, dizendo que foi inoportuna e excessiva.
A paralisação termina no dia 2 de janeiro, quinta-feira, mas a câmara assume que vai precisar de mais alguns dias para que a situação normalize, o que só deve acontecer no próximo fim de semana.
