O novo ano começa com um aumento salarial de dez por cento para os médicos. O Sindicato Independente chegou ontem a um acordo com o governo. A Federação Nacional não participou nas negociações e apresentou uma queixa contra o Ministério da Saúde, considerando que foi ilegalmente excluída.
O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos considera que este é o ponto de partida para a valorização gradual da carreira e para a reposição do poder de compra.
Tanto a ministra da Saúde como Nuno Rodrigues se congratularam com o consenso alcançado sobre a necessidade de equilibrar o desenho da carreira.
Além dos aumentos salariais, o SIM sublinha o consenso em torno de outras exigências que serão cumpridas faseadamente.
A Federação Nacional dos Médicos (Fnam), que no mesmo dia acionou os meios legais por considerar que foi posta de parte neste processo negocial, criticou o que foi acordado.
"É uma grande traição por parte deste Ministério da Saúde de Ana Paula Martins, que deixa os médicos para trás. A perda do poder de compra dos médicos da última década, se pudesse ser reposta toda ela em 2024, era de 20%. E o que está planeado, é haver uma compensação de 10% que, ainda por cima, será faseada durante três anos", criticou presidente da Fnam, Joana Bordalo e Sá.
Ana Paula Martins também destacou o esforço conjunto com o Ministério das Finanças, mas não quis quantificar, dizendo apenas que o valor é "comportável".
O acordo assinado entre Governo e médicos, que será faseado até 2027, prevê um aumento salarial em média de cerca de 10%, o que significa que os médicos vão subir, em média, seis posições remuneratórias em comparação com o ano passado. No entanto, o aumento não é igual para todos e as percentagens vão variar conforme as categorias.
