Em junho do ano passado, o primeiro-ministro entregou mais um lote de viaturas para combate a incêndios florestais financiadas pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) num concurso feito pelo anterior Governo. Estas para os bombeiros que segundo o caderno encargos a que a SIC teve acesso custaram 170 mil euros cada uma.
Mas uma veículo florestal de combate a incêndios para outras entidades como a Força Especial de proteção civil teve um custo por unidade 230 mil euros É sobre esta diferença 60 mil euros entre viaturas iguais, com as mesmas missões e apenas com cores diferentes que a Liga de Bombeiros quer esclarecimentos públicos.
“Viaturas aparentemente idênticas, até porque o regulamento para as viaturas dos corpos de bombeiros que é emanado pela própria autoridade nacional é o mesmo para todos, não há diferenças na base, naquilo que são os requisitos mínimos. O caderno de encargos para a força especial da proteção civil, efetivamente o preço base de cada viatura foi lançado por 230 mil euros , sendo que esse não era o valor inicial que estava no PRR”, diz Eduardo
Já na altura da entrega das viaturas aos bombeiros, foi assumida logo uma diferença que está à vista. Os bombeiros, por exemplo, não tem ar condicionado nas viaturas, o que nas viagens entre diferentes regiões ajudaria muito já as da GNR ou da Força Especial de Proteção Civil têm.
Falta saber se outras diferenças podem ter resultado para valores diferentes para comprar carros iguais não se vão notar. Recorde-se que a Liga de Bombeiros pediu uma investigação independente ao caso de Odemira e tem constituída uma comissão para ajudar a perceber as causas do acidente.
