Tiago Correia, comentador da SIC, recusa que haja abuso do mecanismo de autobaixas. Pelo contrário, defende que é "positivo" porque simplifica os processos e tira pressão dos centros de saúde.
Na SIC Notícias, o comentador da SIC refere que antes das autobaixas havia cerca de 600 mil consultas por ano com os médicos de família para atribuição de baixas de curta duração. Depois do mecanismo entrar em vigor, os dados mostram, indica Tiago Correia, que em 2024 houve cerca de 460 mil.
"Não há aumento da utilização face ao que havia no passado quando as pessoas tinham que ir ao médico de família", afirma.
Tiago Correia considera que as autobaixas "simplificam o processo" e "tiram pressão dos centros de saúde".
"Não temos de ter medo destes processos de desburocratização e de responsabilização da população", diz.
Aliás, é "mais confortável" a pessoa doente não ter de ir ao centro de saúde pedir uma baixa de três dias. Até porque as autobaixas são preenchidas nos meses de picos de infeções respiratórias, acrescenta.
O comentador da SIC analisa ainda a alegada exclusão de vagas no concurso para médicos de família. Considera que temos de aguardar por explicações das autoridades de saúde.
O que é a autobaixa?
A autobaixa, ou autodeclaração de doença, é um "documento que comprova que o utente se encontra em situação de doença, declarada por si mesmo", ou seja, é a própria pessoa que assume "a responsabilidade de justificar que se ausentou do trabalho por ter estado doente", lê-se no site do SNS24.
Qualquer trabalhador com idade igual ou superior a 16 anos pode pedir a autobaixa, não sendo preciso "deslocar-se ao seu centro de saúde ou hospital, ou recorrer a um médico", acrescenta o mesmo site.
