Está a crescer o número de navios que não pertencem a países da NATO e passam pelas águas portuguesas. A informação é avançada na edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias.
Só no ano passado, a Marinha fez 73 missões de acompanhamento, cinco vezes mais do que em 2022, e a maioria a navios russos.
Um dos que por cá passou no último ano foi uma fragata com bandeira russa que serve de plataforma para disparar mísseis.
O alerta da NATO
Há dias, em Lisboa, o secretário-geral da NATO sublinhou que a Rússia está a tentar desestabilizar países como Portugal.
“A ameaça da Rússia pode parecer distante, mas deixem-me que vos garanta que não é. Navios russos e bombardeiros de longo alcance vigiam a costa portuguesa, e as infraestruturas submarinas vitais de Portugal estão sob o olhar da Rússia”, disse.
Uma das principais preocupações serão os cabos submarinos que passam pela costa portuguesa, assegurando o funcionamento da internet e a transmissão de informações entre continentes.
Contactado pela SIC sobre o aumento da vigilância a navios russos, o Ministério da Defesa diz apenas que matérias como esta têm natureza operacional e reservada, não tendo mais comentários a fazer.
