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Nuno Pardal não será o único: MP diz que piloto que matou duas pessoas na Caparica também pagou a menor por encontro sexual

O Chega já informou Nuno Pardal do procedimento de expulsão do partido. O dirigente, que é suspeito de recorrer à prostituição de menores, renunciou aos cargos e está a preparar a defesa no processo judicial. No entanto, o deputado municipal do Chega em Lisboa não será o único homem acusado de um crime semelhante.

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Quando, com 53 anos, Nuno Pardal Ribeiro combinou com um jovem de 15 um encontro sexual, pelo qual pagou 20 euros, já era dirigente do Chega e deputado municipal em Lisboa. A acusação por crimes agravados de recurso à prostituição de menores abalou ainda mais as fundações de um partido que diz ter nascido para "limpar Portugal".

Fundador do Chega, Nuno Afonso, saiu do partido em guerra com André Ventura. Em entrevista à SIC Notícias, revelou que o atual líder do partido tem conhecimento de muitos casos ainda piores que este.

Agora, são os outros partidos a apontar o dedo ao Chega.

"O Chega não tem moral nenhuma para se dirigir a nenhum partido político em Portugal. Não tem superioridade moral, não está acima de nenhum partido, tem problemas graves, problemas mais graves do que os que estamos habituados a ver em outros partidos", acusou o líder socialista.

Um dia depois de o caso ter sido revelado pelo semanário Expresso, Nuno Pardal Ribeiro deixou de falar aos jornalistas. Tem agora de preparar a defesa. O Ministério Público diz que sabia que o jovem a quem pagou depois de um encontro sexual, era menor de 18 anos. Tem esta conversa em que o deputado municipal se queixa do silêncio do jovem, diz que quer marcar novo encontro e se oferece para voltar a pagar.

Ex-piloto acusado de prostituição de menores e de matar duas pessoas

Mas Nuno Pardal Ribeiro não será o único adulto a pagar para ter sexo com o jovem de 15 anos. Há outro homem - com 74 anos - acusado do mesmo crime. No caso, terá pago 50 euros pelo encontro sexual e ainda se terá oferecido para continuar a pagar 50 euros por semana para se continuarem a encontrar.

Disse-lhe que era piloto, o que até é verdade: foi o piloto condenado a quatro anos de cadeia com pena suspensa por ter matando duas pessoas quando fez uma aterragem de emergência numa praia da Costa da Caparica, em 2017.

Também está acusado de um crime agravado de recurso a prostituição de menores.