Na semana em que mais câmaras de videovigilância começaram a ser instaladas nas ruas de Lisboa, a ministra da Administração Interna diz que o processo de aprovação e instalação, que passa também pelo Governo, tem de ser mais rápido.
"Obviamente que é um excelente complemento, é mais um instrumento ao serviço das forças de segurança. Nós temos recebido muitos pedidos de todas as câmaras deste país no sentido de avançar neste tema. Estão pedidas, têm sido todas deferidas, mas o processo é mais longo do que nós queremos", diz Margarida Blasco, ouvida na manhã desta quarta-feira, na Assembleia da República.
“Desertificação é evidente”
As câmaras de videovigilância são importantes para a ministra, mas a grande aposta está neste momento no reforço de pessoal na GNR e na PSP.
"A desertificação das forças é evidente. Nós temos para todo o país 16 subcomissários, e rapidamente se entendeu que perante a pirâmide invertida em termos etários. Temos mais de 60% dos polícias da PSP com mais de 40 anos", afirma.
Margarida Blasco apela a um rejuvenescimento, com meios mais modernos e eficazes. É também assim que explica a decisão de afastar, há dias, o secretário-geral da Administração Interna.
"As razões que levaram à sua exoneração prendem-se com a necessidade de imprimir uma nova orientação à gestão dos serviços. Entendemos imprimir uma maior celeridade e prontidão de resposta. (…) O total da indemnização já está calculada, mas é muito abaixo dos 55 mil euros."
Nesta audição foi também anunciado que um grupo de trabalho da secretaria-geral está a fazer um levantamento de todas as instalações da PSP e da GNR que precisam de ser renovadas.