O abate de árvores no Pinhal de Ovar, uma das mais importantes manchas florestais do país, está a gerar indignação. Os cortes têm sido autorizados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), mas há críticas à falta de uma política de reflorestação para compensar a destruição da área verde.
Em resposta, foi criado um grupo de cidadãos para defender o pinhal, que tem denunciado o que consideram ser um abate injustificado de árvores. Apontam falhas ao Plano de Gestão Florestal, que permite cortes rasos e a resinagem à morte de pinheiros sem qualquer plano de recuperação da floresta.
Uma recomendação do Parlamento, feita na última legislatura para evitar estas práticas, acabou por não ser implementada. Agora, os ativistas estão a reunir informações para denunciar a situação à União Europeia.
O Pinhal de Ovar, património público e de grande importância ambiental, tem sido alvo de cortes junto ao mar, autorizados pelo ICNF. A venda da madeira e da resina gera grandes receitas para o Estado, para a Câmara Municipal e para as juntas de freguesia.
A autarquia minimiza a dimensão dos abates, mas o movimento +Pinhal alerta para a ausência de uma estratégia de reflorestação e para o risco de proliferação de espécies invasoras.
O atual Plano de Gestão Florestal prevê que, até 2038, o total de árvores abatidas ronde os 360 hectares.
