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PS não viabiliza moção de censura do PCP e agora o Governo descarta moção de confiança

O primeiro-ministro garante que está inocente de qualquer crime ou "falha ética", mas anuncia que a empresa Spinumviva passará a ser gerida exclusivamente pelis filhos. Montenegro apelou ainda à Assembleia da República que clarifique se o Governo tem ou não as condições necessárias para continuar a governar, abrindo porta a uma moção de confiança, entretanto descartada pelo ministro Miranda Sarmento.

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PAN diz ser difícil apoiar eventual moção de confiança

A porta-voz do PAN afirmou que dificilmente acompanhará uma moção de confiança apresentada pelo Governo. Inês Sousa Real diz que o primeiro-ministro não prestou todos os esclarecimentos que deveria ter dado.

Em declarações à RTP, argumentou que não é possível "dissociar uma moção de confiança apresentada pelo Governo da sua política de recuo", por exemplo, em matéria ambiental, direitos dos animais e proteção de crianças e jovens LGBT.

"O PAN, sem prejuízo do debate interno que teremos que fazer no âmbito da nossa direção nacional, dificilmente poderá acompanhar uma moção de confiança ao Governo", garantiu.

Miranda Sarmento descarta moção de confiança

O ministro de Estado e das Finanças, Miranda Sarmento, diz que o chumbo da moção de censura do PCP significa que o Governo mantém as condições para governar.

Segundo o ministro, em entrevista à RTP, a rejeição de duas moções de censura consecutivas demonstra a confiança parlamentar no Executivo, afastando assim a necessidade de uma moção de confiança.

O ministro sublinhou que o Governo está unido e apoia Montenegro, mas admitiu que nunca se pode excluir a possibilidade de eleições antecipadas. "Nem devemos ter medo delas", afirmou.

PS chumbará moção de confiança, se Governo avançar

Pedro Nuno Santos diz que, se o Governo avançar com uma moção de confiança, o Partido Socialista irá chumbá-la.

Diz, no entanto, que não votará a favor da moção de censura anunciada pelo PCP, e que terá o voto favorável da bancada do Chega.

Montenegro "não compreendeu a gravidade da situação", diz Rui Rocha

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Para o líder da Iniciativa Liberal, parece que o primeiro-ministro "não compreendeu ainda a gravidade da situação" em que se envolveu.

Rui Rocha considera "inaceitável" que um chefe de Governo receba avenças enquanto desempenha funções públicas.

Sobre a decisão de Montenegro, que anunciou que transmitirá a totalidade da empresa aos filhos, Rui Rocha considerou que isso poderia ter sido feito no início do processo.

O líder da Iniciativa Liberal acredita que a situação "não apaga a mancha" que ficou.

"Não temos confiança institucional e política neste primeiro-ministro"

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O Livre diz que a falta de confiança se agravou hoje, depois de uma declaração "dúbia e obscura" de Luís Montenegro.

"Não esteve à altura da transparência", disse Rui Tavares, acrescentando que, ao passar a empresa para as mãos dos filhos, o primeiro-ministro não "sana" conflito de interesses.

O porta-voz do Livre instou o Presidente da República a manifestar-se sobre o tema.