Os moradores de Espinho, que podem ver as casas expropriadas para a construção da Linha de Alta Velocidade, procuram respostas que expliquem a alteração no traçado inicial. O Governo garante que o projeto não mudou e que já previa oscilações num corredor de 400 metros.
A casa dos pais de Rita Silva, em Guetim, Espinho, tem mais anos do que ela. Agora, pode vir abaixo, para passar, mesmo a meio da construção, a nova Linha de Alta Velocidade. Souberam há duas semanas, após a visita de técnicos da empresa de expropriação.
Em julho de 2023, Rita procurou informar-se, numa sessão de esclarecimentos, com a Infraestruturas de Portugal. Na altura, ao falarem do caso, entendeu que a moradia estava a salvo. Sem certezas sobre o traçado final, tem procurado respostas oficiais.
Na mesma união de freguesias de Anta e Guetim, Espinho, outros moradores foram contactados. E receiam agora ficar mesmo sem casa.
O traçado final da nova linha de alta velocidade está decidido, mas o concessionário pode fazer ajustes num espaço de 400 metros. A LusoLav, consórcio que venceu o concurso, confirma que já avançou o levantamento de cadastro no terreno, mas garante que não foram afetados terrenos ou habitações fora do corredor aprovado.