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Casal vive em anexo arrendado onde chove em todas as divisões em Matosinhos

O casal paga 250 euros por mês por uma casa com condições precárias. O proprietário recusa fazer obras e não quer renovar o contrato. O casal, que pediu uma habitação social à Camara de Matosinhos há meio ano, corre o risco de ficar sem casa.

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Multiplicam-se as queixas de falta de habitação digna. Em Matosinhos, um casal diz viver num anexo arrendado onde chove em todas as divisões. O proprietário recusa fazer obras e não quer renovar o contrato. O casal, que pediu ajuda à Camara de Matosinhos há meio ano, corre o risco de ficar sem casa.

O anexo renovado de uma moradia, alugado em 2017 por 250 euros por mês, no Centro de Matosinhos, começou a meter água nos invernos chuvosos.

Primeiro surgiram manchas de humidade, depois as condições tornaram-se ainda mais precárias, sobretudo, quando faltou a manutenção de António que ficou sem as duas pernas por conta da diabetes.

A Proteção Civil, que foi chamada por três vezes, concluiu num relatório que a casa apresenta condições precárias e de insalubridade.

O proprietário recusou fazer obras e já avisou que não renova o contrato, que acaba a 31 de maio.

O casal pediu uma habitação social há meio ano. A Câmara de Matosinhos diz que depois de reavaliar o pedido, com o parecer da Proteção Civil, o casal subiu para o topo da lista.

A incapacidade de António exige condições específicas da casa que deverá ser um T1 adaptado no rés do chão, mas autarquia acredita que a situação estará resolvida nos próximos dias.