Da vocação marítima à conquista do espaço Portugal e Espanha estão a unir esforços para lançar a constelação do Atlântico. A rede de 16 satélites vai fornecer imagens da Terra com enorme detalhe
A constelação é liderada pela GEOSAT, o operador nacional de satélites de observação da Terra. Ao CEiiA, em Matosinhos compete fazer o desenvolvimento tecnológico. O design de um dos satélites está pronto, mas por enquanto há apenas a versão virtual. Pesa 250 quilos, está equipado com uma câmara e quando os painéis solares estão abertos é do tamanho de um pequeno automóvel.
Esta sala limpa ainda está vazia, mas é aqui que o CEIIA pretende construir os satélites incluindo dois de alta resolução capazes de fazer imagens de observação da terra em várias gamas do espectro eletromagnético e que serão tiradas sempre à mesma hora, a quase 600 quilômetros de altitude
A Força Aérea será o utilizador na área da defesa e soberania. Os dados sensíveis são reservados, os restantes podem alimentar várias aplicações desde emergências a alterações climáticas e assim criar novos serviços e produtos.
Em Lisboa e Guimarães estão a ser construídos dois centros que vão processar e armazenar os dados e para os trazer do satélite para a Terra vão ser necessárias mais antenas como esta que existe na ilha de Santa Maria, nos Açores.
A constelação do Atlântico representa um investimento de 80 milhões de euros, metade financiados pelo PRR e fundos privados, o restante está ainda a ser negociado. E há mais países interessados
Neste caso quem vê ao longe, mesmo a quase 600 quilómetros da Terra, vê melhor.O primeiro satélite da constelação do Atlântico já está em órbita e permite detetar emissões de gases com efeito de estufa. Os restantes devem ser lançados até 2027.