O Exército português está a preparar uma nova força para integrar o contingente da NATO na Roménia. A partir de junho, mais de 200 militares vão reforçar a estratégia de dissuasão no flanco leste, na fronteira com a Ucrânia.
A sétima força nacional em aprontamento no RI 14 de Viseu será enviada para a Roménia em junho e está a treinar em Trancoso devido às semelhanças com o território romeno onde vai operar.
"Estamos à frente das nossas forças, da força de manobra, a fazer reconhecimentos e tentar apanhar todas as posições e tropas inimigas para conseguirmos passar essa informação." explicou o primeiro-sargento Ion Zugrav.
Um pelotão de reconhecimento com apoio de drone monitoriza as movimentações inimigas além da linha da encosta. A companhia de atiradores mecanizada garante posicionamento em abrigos preparados durante os dias anteriores, o rigor com que se define a linha vai influenciar o sucesso na hora de cruzar fogo.
"Contribuir para a dissuasão e defesa no flanco leste da aliança da NATO. Esta capacidade é uma capacidade de operações de ofensivas e defensivas mais vocacionada para operações defensivas." adiantou o Major Nelson Paulo.
O que distingue esta força é a presença das viaturas pandur, em comparação a outros meios pesados do exército português, permite maior agilidade em terrenos de orografia rigorosa, ao mesmo tempo com grande capacidade de transporte de militares.
O treino da sétima força de nacional em aprontamento para a Roménia decorre em Trancoso, numa zona de serra em condições difíceis, que prepara as equipas para os vários cenários que vão encontrar no leste da europa.
"Esperamos mais experiência e estamos a treinar para por em prática essa experiência. Estamos à espera de algo novo." partilha uma militar em treino.
São mais 200 militares que irão integrar o contingente da NATO em missão no flanco leste da Europa.
