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Internamentos sociais aumentam 8%, custo pode ultrapassar os 288 milhões de euros

Apesar de o número de camas ocupadas no Serviço Nacional de Saúde por estas situações ter aumentado, o tempo médio dos internamentos diminuiu 10%, mas ainda está em cerca de cinco meses.

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Um total de 2.342 pessoas continuavam internadas em março nos hospitais públicos após receberem alta clínica, representando mais 8% de internamentos sociais do que no mesmo mês de 2024, indica um estudo divulgado esta quarta-feira.

Os dados constam da nona edição do Barómetro de Internamentos Sociais (BIS), uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), que conclui que, em comparação com março de 2024, verificaram-se mais 178 casos de pessoas em situação de internamento inapropriado.

Apesar de o número de camas ocupadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) por estas situações ter aumentado 8%, o tempo médio dos internamentos diminuiu 10%, mas ainda está em cerca de cinco meses, revela o estudo realizado em parceria com a EY Portugal e com o apoio institucional da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e da Associação dos Profissionais de Serviço Social.

Os internamentos inapropriados referem-se aos dias que um doente passa no hospital após receber alta clínica e quando não existe um motivo de saúde que justifique a sua hospitalização.