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Presidente do Mecanismo Nacional Anti-Corrupção queria ter carro reservado a ministros

O presidente da Agência Anticorrupção queria adquirir um carro de categoria correspondente à reservada a ministros. O concurso acabou por ser encerrado sem que fosse apresentada qualquer proposta. O Governo anunciou ainda que o juiz Pires da Graça será afastado do cargo, por não ser a pessoa indicada.

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O concurso público que permite ao Mecanismo Nacional Anti-Corrupção (MENAC) gastar até 1.283 euros por mês num carro foi lançado no mês passado. O jornal Público refere que a categoria escolhida é a segunda mais alta da frota do Estado, sendo apenas ultrapassada pelas viaturas atribuídas ao primeiro-ministro e ao presidente da República.

À SIC, o MENAC lembrou que este organismo não tem carro próprio. Tinha um antigo Mercedes com 300 mil quilómetros emprestado, que acabou por devolver à Polícia Judiciária no final do ano passado. Quando pensaram numa viatura, estabeleceram sobretudo um teto orçamental e características técnicas compatíveis com as exigências de representação institucional, sem fazer comparações.

O MENAC acrescenta que o concurso já terminou e que não foram apresentadas quaisquer propostas.

Faltam poucos meses para o presidente do Mecanismo Nacional Anti-Corrupção, o juiz António Pires da Graça, cessar funções de forma antecipada. O atual Governo assim o definiu, por considerar que não é a pessoa certa para o cargo.