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Gouveia e Melo perde batalha judicial: tribunal dá razão a marinheiros castigados pelo Almirante

A decisão confirma a anulação prévia das suspensões pelo Tribunal Central Administrativo do Sul. Os militares ponderam agora avançar com pedidos de indemnização contra a Marinha e o almirante Gouveia e Melo.

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O Supremo Tribunal Administrativo deu razão aos militares da Marinha castigados por Gouveia e Melo, por recusarem embarcar no navio Mondego, alegando falta de segurança.

A Justiça considera que as sanções aplicadas são ilícitas. Os marinheiros admitem agora avançar com pedidos de indemnização contra o almirante.

A recusa dos marinheiros em cumprir a missão na Madeira, em março de 2023, foi publicamente criticada pelo chefe do Estado-Maior da Armada à data, o almirante Gouveia e Melo.

Quatro sargentos e nove praças da Marinha alegaram falta de segurança e rejeitaram embarcar no Mondego para acompanharem um navio russo. A Marinha determinou a suspensão dos militares, mas o Tribunal Central Administrativo do Sul veio a anular a sanção.

O Supremo Tribunal agora confirma essa decisão ao rejeitar o recurso da Marinha, considerando ilícitas as sanções aplicadas. Desde o início, a defesa apontava falhas ao processo disciplinar.

O advogado de 11 dos 13 militares sublinha que esta decisão é definitiva e que agora é altura de reparar os danos causados, lembrando que a suspensão foi em parte cumprida pelos marinheiros. Ponderam agora avançar com pedidos de indemnização avultados à Marinha e ao almirante Gouveia e Melo.

Os militares ainda enfrentam um processo-crime. Estão acusados pelo Ministério Público do crime de insubordinação por desobediência.